Método
A Terapia Adoriana trabalha com o Processo de Conscientização como método. É um caminho de autoconhecimento que parte do reconhecimento de quem somos, com todas as nossas partes, em direção à integração e à liberdade de ser. Não é um processo teórico: exige um mergulho interior honesto e a disposição para transformar o que encontramos dentro de nós.

O Trabalho Terapêutico
A Terapia Adoriana propõe alguns princípios norteadores que são a base do trabalho.

Reconhecer as dualidades
Vivemos em um mundo dual. Carregamos dentro de nós um lado claro e um lado escuro, o que está consciente e o que permanece na sombra. Sentimentos, emoções, pensamentos e características que preferimos esconder acabam ganhando força justamente por estarem ocultos. O primeiro movimento do processo é reconhecer essas dualidades, dando nome a cada parte da nossa personalidade, sem julgamento.

Eu e Ego
Existe dentro de cada pessoa uma alma (o Eu) e um ego. O ego acredita ser o dono da vida e age a partir de medos, inseguranças e desejos de controle. A alma sabe quem somos e o que viemos fazer. Uma tarefa fundamental do processo é aprender a diferenciar a vontade da alma dos desejos do ego, para que nossas escolhas sejam feitas com consciência e responsabilidade.

Levar à luz
Assim como no mito em que Hércules enfrenta a Hidra, precisamos colocar nossos monstros internos na luz para tirar-lhes a força. Levar para a luz é levar para a consciência. Aquilo que fica guardado na sombra se transforma em peso, em padrões que se repetem e nos aprisionam. Quando trazemos essas partes à consciência, começamos a nos libertar.

Vontade e Verdade
Dois valores sustentam todo o processo. A Vontade é a força motora que permite atravessar o portal interior sem medo de se conhecer de verdade. E a Verdade é o objetivo da busca: conhecer quem somos de fato, e não apenas quem gostaríamos de ser. Sem verdade, a porta do conhecimento não se abre.

Transformação
O processo de conscientização compreende basicamente dois movimentos: admitir e reconhecer as características positivas e negativas de si mesmo, e transformar o que não auxilia na evolução, gerando uma nova postura na vida. Não fomos criados para repetir o mesmo trajeto, acorrentados aos nossos medos. A transformação exige coragem, mas traz leveza: é como tirar o peso de uma armadura que carregamos sem perceber.

A liberdade de ser
Quando estamos conscientes de quem somos, ganhamos a liberdade de escolher quem queremos nos tornar. Não precisamos mais trocar de máscaras conforme as situações. Somos a mesma pessoa em qualquer lugar, com todas as nossas partes integradas e coerentes. A conscientização nos leva à coerência entre o que pensamos, sentimos, falamos e fazemos. É o caminho de volta para a nossa própria natureza.